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13 maio, 2013

Oficina de Priorização foi realizada neste sábado

A Etapa 3 - Estratégias de Ação do PLHIS Pelotas teve um avanço importante neste sábado com a realização da Oficina de Priorização. Os cerca de 50 presentes -  entre os quais Prefeita em Exercício, Paula Schild Mascarenhas, a Secretária de Gestão Urbana e Mobilidade, Joseane Almeida - coordenadora do PLHIS, membros da comissão técnica, vereadores, representantes de entidades e da comunidade, especialmente das regiões do Fragata, Guabiroba e Eldorado -  ouviram apresentação sobre as etapas anteriores, debateram pontos polêmicos sobre a gestão das obras habitacionais já realizadas e escolheram as prioridades para o Plano.
A atividade obteve um resultado excelente que será incluído nas propostas da atual etapa final do Plano. Para surpresa da equipe técnica, a principal demanda da comunidade não estava nos pontos sugeridos por ela para priorização e foi incluída durante a atividade de modo a permitir que o evento participativo atingisse seu objetivo principal: ouvir a população e colher suas demandas e deliberações.
Este reforço é essencial para a realização do Plano e costura o conhecimento técnico da consultoria contratada, conhecimento dos técnicos municipais e os dados levantados nas etapas anteriores de modo a constituir um conjunto articulado e estrategicamente ancorado na realidade local.
Abaixo, segue versão especial da apresentação utilizada e imagens do evento.


Presentes do evento na Câmara de Vereadores.

Secretária da Gestão Urbana e Mobilidade debate com presentes.

A atividade em grupo propiciou debates sobre quais pontos priorizar.
Presentes formalizam suas prioridades para o município.
Grupos escolhem as prioridades do município.

Produto final das atividades individual e em grupo




27 novembro, 2012

PLHIS de Pelotas é referência na USP

A estudante Márcia Trento publicou no site ISSUU a proposta do seu trabalho final de curso na FAU/USP. O trabalho estuda três Planos de Habitação de cidades médias do sul brasileiro e o caso de Pelotas exemplifica a amostra do Rio Grande do Sul. Ela foi orientada pela profa. arq. Karina Leitão e o trabalho se insere dentro das linhas de pesquisa do LabHab da USP, que conta ainda com importantes referências da arquitetura e do urbanismo do país, como o prof. arq. João Sette Whitaker Ferreira, a profa. arq. Rosana Denaldi. O prof. Whitaker produziu livro recente intitulado "Construir casas ou produzir cidades?" e a profa. Denaldi é autora do Curso de Ensino a Distância do Ministério das Cidades sobre PLHIS.
Confira abaixo o trabalho da acadêmica Márcia.

12 novembro, 2012

Audiência da Etapa 2 - Diagnóstico


Atenção!
Será realizada a Audiência Pública da Etapa 2 - Diagnóstico do Plano Local de Habitação de Pelotas! Ela vai ocorrer na próxima segunda-feira, dia 19 de novembro, às 18h na Secretaria de Cidadania, Rua Marechal Deodoro n°404.
Convocamos todos a participar na construção do diagnóstico da habitação de Pelotas. Esta é a oportunidade para discutirmos sobre a situação da habitação no município, agregando informação ao diagnóstico realizado.
Divulgação do evento:


Notícia no Diário da Manhã de 6 de novembro sobre a realização do evento:

Lembramos que após o diagnóstico será realizada a Etapa 3 - Estratégias de Ação, na qual poderemos construir juntos as soluções para os problemas habitacionais detectados em curto, médio e longo prazos.
Confira mais informação, participe e opine através dos nossos encontros virtuais neste blog, pelo perfil do facebook e principalmente pelo mapa interativo

20 julho, 2011

Imersão em Pelotas – Parte III

O mapa abaixo, que indica as áreas de maior precariedade na cidade de Pelotas, orientou a visita às áreas com problemas habitacionais durante a imersão no último final de semana.


O indicador de precariedade foi construído a partir do cruzamento em ambiente SIG (Sistemas de Informação Geográfica) de quatro outros mapas: (1) adensamento de pequenas unidades habitacionais, (2) concentração de famílias com renda até 3 salários mínimos, (3) concentração de unidades habitacionais sem rede de esgoto  ou fossa séptica, e (4) densidade populacional (habitantes/hectare). 

As áreas da cidade que estão representadas em tons avermelhados mais fortes são as que apresentam maior concentração destes quatro fatores. 

Como as informações utilizadas são da base cadastral do Censo de 2000, existem novas áreas ocupadas, com problemas habitacionais, que não estão apontadas. 

Portanto, esta análise computacional não pretende substituir outras análises, como o trabalho de campo e a participação comunitária. É apenas uma das ferramentas necessárias para o desenvolvimento do diagnóstico dos problemas habitacionais da cidade.

Você concorda com o mapa?

18 julho, 2011

Imersão em Pelotas – Parte II

As fotos das áreas com problemas habitacionais visitadas durante a imersão na cidade no final de semana já estao disponiveis em:

Em breve elas também estarao aqui no blog georeferenciadas ao percurso no mapa!

29 junho, 2011

PROBLEMAS HABITACIONAIS

Segundo os critérios adotados pela Fundação João Pinheiro, podemos dividir os problemas habitacionais em três categorias:
  1. Déficit habitacional ou déficit quantitativo - as casas que faltam: considera-se na composição do déficit habitacional a necessidade de produção de novas habitações devido às situações de:
  • Domicílios improvisados: são locais construídos sem fins residenciais que servem como moradia, tais como barracas, viadutos, prédios em construção, carros etc. 
 
  • Domicílios rústicos: são aqueles sem paredes de alvenaria ou madeira aparelhada, o que resulta em desconforto e risco de contaminação por doenças, em decorrência das suas condições de insalubridade. 
     
    • Coabitação familiar: compreende a soma das famílias conviventes (não voluntariamente) secundárias e das que vivem em domicílios localizados em cômodos.
       
      • Ônus excessivo com aluguel: corresponde ao número de famílias urbanas, com renda familiar de até três salários mínimos, que moram em casa ou apartamento e que despendem mais de 30% de sua renda com aluguel.
      1. Déficit qualitativo (inadequação) - casas e terrenos que precisam ser melhorados (prever a ampliação, instalação de infra-estrutura ou unidade sanitária ou regularização fundiária). Compõem esse déficit os domicílios considerados inadequados nas seguintes situações: 
      • Inadequação fundiária urbana: são famílias que declaram serem proprietárias da edificação, mas não do terreno em que residem, correspondendo a situações de ocupação de terras e loteamentos irregulares. 
      • Densidade excessiva de moradores por dormitório: são domicílios com mais de dois moradores por cômodo servindo de dormitório, excluindo-se as famílias conviventes, já consideradas para cálculo do déficit quantitativo.
      • Inexistência de unidade sanitária domiciliar interna: corresponde a famílias que não dispõem de acesso a sanitários ou banheiros no interior de suas moradias. Estão incluídos os casos nos quais há a tradicional “casinha” ao fundo do terreno ou mesmo junto à habitação, sem acesso interno. 
      • Carência de serviços de infra-estrutura básica: refere-se a domicílios sem acesso a um ou mais dos seguintes serviços: energia elétrica; abastecimento de água por rede com canalização interna; esgotamento sanitário por fossa séptica ou por rede; coleta de lixo direta ou indireta.
        1. Demanda demográfica - as casas que vão faltar no futuro: a demanda demográfica é gerada pelo aumento da população e pelos novos arranjos dos núcleos familiares. Assim, faz-se o seu calculo a partir do incremento populacional orgânico do município e do padrão de distribuição da renda familiar neste incremento para se chegar ao provável grupo de famílias suscetíveis a carência de moradia e qualificação do local em que vivem.